Cleistogamia: É mecanismo que permite a autofecundação antes de ocorrer a abertura da flor.
No mundo das plantas, a diversidade de estratégias reprodutivas é fascinante e essencial para a sobrevivência das espécies. Enquanto algumas plantas dependem de polinizadores, como abelhas e borboletas, outras desenvolveram métodos que garantem a perpetuação sem a necessidade de ajuda externa. Uma dessas estratégias é a cleistogamia, um mecanismo que oferece uma solução engenhosa para a reprodução vegetal.
A cleistogamia é um mecanismo de reprodução que permite a autofecundação antes da abertura da flor. Nesse processo, a polinização do estigma ocorre enquanto a flor ainda está fechada, permitindo que o pólen se fixe diretamente no estigma receptivo. Essa forma de reprodução é uma vantagem adaptativa, especialmente em ambientes onde polinizadores são escassos ou onde as condições climáticas podem ser desfavoráveis.
As plantas que utilizam a cleistogamia podem se reproduzir de maneira mais eficiente e garantida, com maior eficiência energética, pois, a planta economiza recursos ao não desenvolver estruturas complexas para atrair polinizadores, concentrando-se na produção de sementes. Isso é particularmente vantajoso em habitats onde os recursos são escassos ou em condições adversas.
Entre as espécies que apresentam essa característica, encontramos a soja, a berinjela, o feijão, o arroz e o trigo. Essas plantas são exemplos de como a cleistogamia pode ser um recurso valioso para garantir a produção de sementes, mesmo em situações não tão favoráveis.


Além disso, a cleistogamia pode ser influenciada por fatores ambientais. Por exemplo, em Ruellia (Ruellia brevifolia) planta ornamental, a produção de flores cleistógamas aumenta durante a estação seca, entre os meses de maio e setembro. Isso demonstra como as plantas podem adaptar suas estratégias reprodutivas em resposta a mudanças no ambiente, garantindo assim sua sobrevivência e sucesso reprodutivo.

Compreender a cleistogamia não apenas revela as complexidades da vida vegetal, mas também ressalta a importância da adaptação em um mundo em constante mudança. Essa estratégia reprodutiva é um exemplo claro de como a natureza encontra maneiras engenhosas de perpetuar a vida.
