A Spodoptera frugiperda, popularmente conhecida como “lagarta do cartucho”, possui um ciclo de vida que se divide em quatro estágios: ovo, larva, pupa e adulto. O ciclo inicia-se com a postura dos ovos, que ocorrem em grupos na parte inferior das folhas das plantas hospedeiras. Os ovos eclodem em larvas que, em sua fase jovem, alimentam-se das folhas, causando danos significativos. As larvas passam por várias mudas, geralmente de cinco a seis, antes de se transformar em pupas. A fase adulta é marcada por uma mariposa de coloração marron-escura, que pode voar longas distâncias, favorecendo a dispersão da praga.

A lagarta do cartucho tem um amplo espectro de plantas hospedeiras, afetando diretamente culturas como milho, algodão, soja e sorgo. Indiretamente, também ataca outras plantas como feijão, pastagens e diversas espécies de hortaliças, causando prejuízos significativos na agricultura. Os danos se manifestam em formas de redução da qualidade e quantidade das colheitas, impactando diretamente a segurança alimentar.

Para o manejo da lagarta, o controle químico é uma das estratégias mais utilizadas. Inseticidas com diferentes modos de ação estão disponíveis, porém, a resistência a certos produtos têm sido um desafio crescente. O uso adequado de produtos químicos, aliado à rotação de princípios ativos, pode melhorar a eficácia do controle.
Além do controle químico, o controle biológico se mostra uma alternativa viável e sustentável. Organismos como parasitas (ex.: Trichogramma spp.) e predadores (ex.: crisopídeos e joaninha) podem ser utilizados para reduzir a população de larvas. A introdução de microrganismos como o Bacillus thuringiensis tem mostrado resultados positivos na redução de danos, uma vez que atua especificamente nas larvas.

Os prejuízos econômicos causados pela Spodoptera frugiperda variam de acordo com a intensidade da infestação. Em casos severos, pode haver perdas de até 50% na produtividade de culturas afetadas, resultando em implicações diretas na renda dos produtores. O monitoramento contínuo e a adoção de estratégias de controle integradas são fundamentais para mitigar os impactos dessa praga.

A gestão da Spodoptera frugiperda requer uma abordagem integrada, que considere o ciclo de vida da praga, as plantas afetadas, os métodos de controle disponíveis e as implicações econômicas. As práticas de manejo integrado de pragas (MIP) são essenciais para garantir a sustentabilidade da produção agrícola e minimizar os danos causados por essa praga.
Assim, a adoção de ações proativas de controle e monitoramento pode contribuir significativamente para a proteção das culturas e a maximização da produção agrícola.
